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'Ninguém pode dizer que o Lula é agressivo', diz Lula no fim de caravana

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EBC.

Quinta, 29/3/2018 6:30.

ANA LUIZA ALBUQUERQUE
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua caravana pelo Sul com uma resposta aos ataques que sofreu nos últimos dias. "Ninguém pode dizer que o Lula é agressivo", afirmou. "Vocês nunca viram um ato de violência nossa contra qualquer candidato", prosseguiu, na noite desta quarta-feira (28), em Curitiba.

Lula também falou sobre os percalços que enfrentou durante o trajeto, que começou no dia 19 de março no Rio Grande do Sul. "Eu penei para chegar até aqui. Se vocês soubessem o que eu fiz ontem pra chegar até aqui..."

O encerramento da caravana reuniu milhares de manifestantes no centro, na praça Santos Andrade, e teve alguns focos de animosidade. Ao longo do dia, uma carreata anti-Lula percorreu a cidade com gritos contra o ex-presidente.

No palanque, o potencial candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) reforçou a necessidade de unidade. "Não é à toa que temos aqui três, quatro, candidatos à Presidência."

Também estiveram presentes os presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D'Ávila (PCdoB), os senadores Roberto Requião (PMDB), Lindbergh Farias (PT) e Gleisi Hoffmann (PT) e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Boulos disse que os grupos "estão plantando a perigosa semente do fascismo" no país e responsabilizou o também pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) por isso. "Bandido, criminoso e sem-vergonha."

Ele lembrou o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) no Rio de Janeiro e puxou gritos de "Marielle, presente!". Boulous afirmou que já passou da hora de formar uma frente democrática de esquerda.

Dilma também falou em fascismo ao lamentar os disparos efetuados contra ônibus da caravana na noite desta terça (27). "Ao longo desta caravana, enfrentamos uma das mais graves manifestações de fascismo", disse.

Em geral, o protesto ocorreu sem maiores problemas, mas houve tensão em alguns momentos. Um grupo de manifestantes anti-Lula chegou a invadir o ato petista, jogou ovos e xingou apoiadores do ex-presidente.

A Polícia Militar foi até o local da confusão e estabeleceu um cordão de isolamento, mas ovos continuaram a ser arremessados. Em seguida, os ativistas pediram a desmilitarização da PM e revidaram os ataques com xingamentos e gritos de ordem.

CARREATA

Mais cedo, opositores de Lula participaram de uma carreata que saiu do estacionamento do Parque Barigui por volta das 15h, com cerca de 50 carros e um trio elétrico, em direção à praça 19 de Dezembro, no centro.

Chegando lá, centenas decidiram ir até o protesto petista, a menos de 1 km. Barrada pela cavalaria da Polícia Militar, o grupo marchou apenas até as imediações, a cerca de 400 m do local onde Lula discursaria.

A marcha ocorreu sob gritos de "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão" e "Viva Sergio Moro". Manifestantes cantaram o hino nacional, envoltos por bandeiras do Brasil. "A gente só quer gritar pra não deixar ele falar", disse uma senhora a um policial.

Um dos coordenadores avisou aos manifestantes que era responsável pela segurança e que a PM não os havia deixado ocupar a praça, apenas chegar perto. "Ele está lavando as mãos", disse um dos presentes, enquanto o resto vaiou a determinação.

A carreata contou com grupos como "Curitiba Contra Corrupção", "Patriotas Paraná", "Acampamento Lava Jato" e MBL (Movimento Brasil Livre). Segundo o primeiro, o trio elétrico foi financiado por meio de uma "vaquinha" dos membros e da venda de camisas e pixulekos (bonecos que mostram Lula como presidiário).

A PM reforçou o policiamento na cidade e acompanhou as manifestações com cavalaria e helicóptero. A corporação não informou, entretanto, qual foi o tamanho do efetivo. Também não fez estimativa de manifestantes.

O ato encerrou a caravana de Lula pela região Sul, que teve início no dia 19 de março no Rio Grande do Sul. O trajeto foi marcado por ataques que culminaram em disparos efetuados na noite desta terça (27) contra ônibus da caravana. O ataque está sendo investigado.

JUSTIÇA

A próxima semana será decisiva para o ex-presidente, que teve recursos do processo que envolve o caso tríplex negados pelo TRF-4 na segunda (26). Na próxima quarta (4), o STF (Supremo Tribunal Federal) julga um habeas corpus preventivo interposto por sua defesa. Caso seja rejeitado, o juiz Sergio Moro pode expedir um mandado de prisão imediato.

Em janeiro, o TRF-4 aumentou a pena do petista para 12 anos e um mês de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele também é réu em outras duas ações em Curitiba e quatro no Distrito Federal. Condenado em segunda instância, se tornou inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O PT tem afirmado que Lula concorrerá ainda assim, mesmo que preso. 

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