Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Balneário Camboriú conquista licenças para o alargamento da praia e molhe da Barra Norte

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Divulgação PMBC
O prefeito Fabrício, o vice Carlos Humberto e o presidente da Fatma Alexandre Waltrick Rates.
O prefeito Fabrício, o vice Carlos Humberto e o presidente da Fatma Alexandre Waltrick Rates.

Quinta, 5/4/2018 12:55.

O prefeito Fabrício Oliveira foi buscar na manhã desta quinta-feira (5) na sede da Fatma em Florianópolis as Licenças Ambientais Prévias (LAPs) do alargamento da praia central de Balneário Camboriú e do molhe da Barra Norte, aprovadas ontem pela Comissão Central de Licenciamento Ambiental daquele órgão.

A análise do processo pela Fatma começou na semana passada e foi concluído na sessão de ontem.

O relatório produzido pelo órgão ambiental é extenso e detalhado porque o alargamento de Balneário Camboriú deverá ser um paradigma para Santa Catarina e o Brasil, daí os cuidados por parte dos técnicos envolvidos.

Agora o próximo passo é cumprir as exigências da LAP para obter a Licença Ambiental de Instalação (LAI) e depois disso executar a obra que é rápida, dura cerca de seis meses.

O molhe da Barra Norte que dependia do projeto do alargamento deve criar rapidamente em Balneário Camboriú uma nova atração já que o da Barra Sul hoje é um dos locais mais visitados por moradores e turistas.

O dinheiro do molhe está disponível na Caixa Econômica Federal desde o governo anterior que não conseguiu cumprir os requisitos para sua aplicação.

Para o alargamento é necessário arranjar verba, algo em torno de R$ 70 milhões que provavelmente virá de um financiamento.

Esse financiamento, depois da obra pronta poderá ser coberto com a receita decorrente da concessão de espaços/ equipamentos e da Contribuição de Melhoria.

A Contribuição de Melhoria, embora indigesta como conceito perante os contribuintes, é viável porque embute a ideia que os proprietários de imóveis pagarão uma pequena parcela se comparada à valorização que seu patrimônio terá com a obra.

Por isso em outros países o mecanismo é chamado de mais-valia, o contribuinte investe um pouco para compensar o retorno no seu patrimônio imobiliário.

Os estudos nesse sentido feitos no exterior se referem a praias deterioradas por severas condições climáticas (o que não é o caso de Balneário Camboriú) e indicam recuperação no valor dos imóveis de até 35%.

Simulando algo parecido aqui, se cada apartamento da cidade pagasse R$ 80,00 por mês durante 12 meses, a prefeitura obteria quase R$ 60 milhões.

Em contrapartida numa estimativa conservadora, segundo urbanistas escutados pela reportagem, a valorização imediata dos imóveis giraria em torno de 10% e se ampliaria com a urbanização da Avenida Atlântica ao longo do tempo.

O alargamento é constantemente questionado em setores da sociedade, mas sempre que uma cidade avança sobre a restinga, causa desequilíbrio no estoque de areia.

Isso começou em Balneário Camboriú há mais de 50 anos, quando restingas repletas de espinhos e lagoas eram consideradas estorvos e não proteção para a cidade.

O fato é que a enseada da praia central não dispõe de estoque de areia para se recuperar, é necessário buscar o material no mar, através de dragas, e depositá-lo na linha costeira para restabelecer o equilíbrio.

Alargamentos ou engordamentos de praias são comuns no exterior. Em Santa Catarina praias de Florianópolis planejam solução semelhante e no Brasil a mais famosa foi Copacabana.

Naquela praia que está entre as mais conhecidas do mundo os objetivos eram ampliar a área de lazer; alargar as pistas de rolamento; implantar o interceptor de esgoto e conter as ressacas que chegavam até à primeira avenida paralela, a Nossa Senhora de Copacabana.

Aqui não é muito diferente, a praia que deveria ser a principal área de lazer da população não tem espaço e cada vez mais o mar, sem areia para conter as ondas, avança sobre a avenida.

Além disso os equipamentos sobre os calçadões são modestíssimos, incompatíveis com uma cidade que pretende continuar crescendo e competindo em situação vantajosa com outros destinos turísticos.

Não faz muito tempo que a história de Balneário Camboriú mudou drasticamente com a construção de um simples calçadão à beira mar.
Pode-se dizer sem exagero que a história turística da cidade se dividiu em duas fases, antes e depois do calçadão construído por Leonel Pavan.

O ex-prefeito disse ao Página 3 que a obra é "ótima, excelente", lembrou que ele deu início ao processo quase duas décadas atrás e que mais de 70% da população na época aprovou a proposta em plebiscito. 

Revigorar a praia central, concorda Pavan, é renovar a própria cidade.

O risco

O maior risco em alargamentos de praias é a engenharia mal feita e não atender a várias exigências técnicas e oceanográficas, e isso depende principalmente da areia utilizada.

O grão tem que ser semelhante ao já existente. Se for mais fino o mar leva embora e o mais grosso cria “praia de tombo”, aqueles paredões abruptos como existe em Copacabana. Na realidade se o tamanho do sedimento for diferente do atual existente na praia certamente que o perfil praial será diferente, distinto da característica atual que é um pendente suave.

Há duas décadas Balneário Camboriú planeja esse alargamento e agora ele parece mais próximo do que nunca.

Para ler o projeto apresentado à Fatma, clique aqui 

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Cidade

Conselho da Cidade e Câmara de Vereadores não votam mais em casos desse tipo 


Saúde

Dia D será 12 de maio, um sábado, com mais postos de vacinação abertos 


Geral

Prefeitura adotou novas regras em alguns setores. São esperadas 160 mil pessoas.


Seu Dinheiro

Metade não entregou. Esta é a última semana 


Publicidade


Empregos


Saúde

Vereadora aponta defasagens de quase 90% nos salários oferecidos


Política

Um sai do Esporte para a Câmara e o outro sai da Câmara para o Esporte 


Tecnologia

Beacon vem sendo implantado pela Costa Verde & Mar


Publicidade


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade